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O que esperar do Ensino Superior nos próximos anos?

É inegável que a tecnologia transformou universidades no mundo todo. As mudanças políticas e sociais do globo também tiveram impacto na Educação. A cada ano, as instituições precisam descobrir novas maneiras de enfrentar os desafios – sejam as demandas do mercado de trabalho, seja a inovação da concorrência.

Pegando esse mote, o Digital Marketing Institute, grupo internacional com sede na Irlanda, listou previsões para o Ensino Superior em 2020 (e além). Aqui vão algumas delas, relacionadas à realidade brasileira.

Segmentação da Educação Superior

Os alunos adultos e os profissionais em busca de qualificação se tornaram uma prioridade para o setor educacional. E a forma como a educação é ministrada precisará se adaptar para atender a esse nicho.

Devido às tecnologias digitais, a maneira e o ritmo com que as pessoas aprendem estão mudando. Com menos tempo disponível, muitos estudantes agora querem ter acesso a programas de aprendizagem mais flexíveis.

A adaptação já está acontecendo lá fora. Instituições líderes, como o MIT, desmembraram programas tradicionais para oferecer cursos mais curtos. Assim, é possível acessar um novo mercado e fornecer aos alunos conteúdo relevante e especializado, que eles poderão aplicar no trabalho imediatamente. Certificações profissionais, nanodegrees e workshops intensivos são apenas algumas das possibilidades.

É fato que o diploma universitário ainda pesa bastante aqui no Brasil. Porém, vale lembrar que grandes empregadores, como o Google, estão removendo essa barreira na hora da contratação. Em vez da graduação, eles buscam competências específicas.

Um sistema centrado no aluno 

As IES devem aproveitar a tecnologia para se concentrar em um modelo ainda mais focado no aluno. Um exemplo são os chamados Learning Management Systems (Sistemas de Gerenciamento de Aprendizagem), que estão evoluindo para serem mais que apenas cursos e fóruns on-line.

A partir de 2020, esses sistemas terão um papel mais significativo em:

– Conectar alunos e orientadores;

– Facilitar o pagamento das mensalidades;

– Oferecer uma maneira conveniente de agendar consultas com psicólogos e conselheiros de carreira;

– Ter acesso a bancos de talentos de para estágios ou empregos.

Em resumo, os estudantes querem uma experiência acadêmica melhor e mais abrangente. A tecnologia tem papel fundamental nisso.

Análise preditiva para elevar a retenção de alunos

Ferramentas de Analytics são ótimas para o marketing, mas também se tornarão um recurso essencial para garantir o progresso dos alunos no tempo certo. Ao usar a análise preditiva, as universidades podem fornecer ao corpo discente serviços de suporte antes que haja problemas.

A Universidade de Nevada, nos Estados Unidos,  serve de ilustração. Na aula de Anatomia e Fisiologia – com uma taxa de reprovação de quase 50% – a instituição usou a análise para que os professores visualizassem certos padrões. Eles sinalizavam quando a turma estava indo mal e corria o risco de ser reprovada. A partir daí, os instrutores podiam intervir e efetuar o reforço necessário.

Outro exemplo: as notas médias obtidas nos cursos de graduação. Usando os dados coletados em seu Sistema de Gerenciamento de Aprendizagem, a Georgia Southern, também nos EUA, conseguiu prever, medir e orientar o desempenho dos alunos para obter melhores pontuações. Com base nos dados de 3.155 jovens, o sistema foi capaz de prever as notas finais com 82% de acerto.

Ao passo que os alunos continuavam o curso, a precisão do sistema melhorou, chegando a 87%. Por meio dessa atenção extra aos detalhes, as universidades são capazes de conhecer as fragilidades dos estudantes, reforçar o que precisa ser melhorado e, assim, elevar os índices de excelência.

Parceria com empresas de tecnologia

Empresas de tecnologia como Google, IBM e Amazon já são essenciais para o ensino superior, tanto do ponto de vista técnico quanto de serviço. Recentemente, elas têm realizado parcerias muito benéficas com universidades gringas. De novo, é a história de exigir habilidades específicas em vez de graduação universitária.

Aqui no Rio Grande do Sul, percebemos dois movimentos importantes: a internacionalização e o investimento em parques tecnológicos dentro dos campi – como o Tecnopuc, em Porto Alegre, e o Tecnosinos, em São Leopoldo. Essas alianças com marcas, talentos e universidades de fora fomenta a pesquisa e abre espaço para novos campos de trabalho.

As IES devem prestar atenção a essa tendência. Em 2020, as parcerias poderão se tornar um modelo mais comum em faculdades e universidades.

Inteligência Artificial no Ensino Superior

Mais uma vez, precisamos falar de avanços tecnológicos, pois eles revolucionarão a maneira como os alunos aprendem. A tecnologia permitirá que os estudantes se transportem para diferentes épocas e lugares. Eles experimentarão novos mundos usando realidade virtual, machine learning e outros processos afins.

Por exemplo, graduandos de medicina ou engenharia poderão, em breve, usar imagens holográficas para examinar e manipular formas tridimensionais, como corpos humanos e infraestruturas complexas. Trata-se de aprendizado prático com economia de recursos, uma vez que a instituição não precisa investir tanto em insumos.

Embora esses recursos possam estar distantes, não necessariamente aplicáveis em 2020, existe algo mais realista no curto prazo: bots orientados por IA para melhorar as experiências de aprendizagem. 

Nos últimos anos, os cientistas da University College London analisaram centenas de milhares de horas de áudio e dados escritos de tutoriais orientados por IA. Seu objetivo era descobrir o que torna uma lição eficaz.

Os resultados alcançados permitiram dar início a um serviço de tutoria em grande escala. À medida que os resultados continuam mostrando progresso favorável, a ideia de bots orientados por IA como tutores no ensino superior está se tornando mais possível. É muito provável que, nos próximos semestres, as inteligências artificiais desempenhem um papel relevante no ensino de certas matérias.

Conectividade dos alunos mundo afora

O mundo de hoje tem quase 3,49 bilhões de usuários da internet. Nesse contexto, é possível que os discentes estejam em vários continentes e, ainda assim, colaborem em tempo real.

Não importa a localização geográfica ou o status econômico. Todo mundo pode ter acesso a ensino de qualidade. Uma prova disso são os MOOCs (Massive Open Online Course), oferecidos de graça ou a um preço muito vantajoso por universidades renomadas, de Harvard à USP.

A próxima fase é começar a tornar essa conectividade mais inclusiva. De acordo com um estudo realizado pela Global Shapers, quase 80% dos estudantes relataram ter feito um curso on-line, mas a maioria das aulas é ministrada exclusivamente em inglês. Em um futuro próximo, as traduções em tempo real derrubarão essa restrição.

Para competir com os nomes tradicionais, as faculdades menores terão que oferecer conteúdo igualmente relevante. O investimento em cursos EAD deve aumentar.

Conclusão: desafios para o Ensino Superior em 2020 e além

Vale lembrar que nem todo mundo é um tecnófilo. Para que as novas tecnologias sejam adotadas, funcionários e professores devem se adaptar a essa cultura. Há um trabalho político-pedagógico sério a ser conduzido aí.

O ano de 2020 é apenas o começo. Avanços tecnológicos continuarão a moldar o cenário educacional para algo irreconhecível do que é hoje. Ao que tudo indica, o futuro visa a melhorar a personalização e a experiência de cada aluno. Sua IES está preparada?

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